Após conduzir o processo de independência do Brasil, D. Pedro I governou o Brasil de 1822 até 1831, em um

Após conduzir o processo de independência do Brasil, D. Pedro I governou o Brasil de 1822 até 1831, em um período conhecido como Primeiro Reinado. Depois da declaração de independência, seguiram-se alguns conflitos conhecidos como Guerra de independência, que ocorreram em diferentes partes do Brasil. Portugal somente reconheceu a independência brasileira, de fato, em 1825, após a mediação realizada pela Inglaterra e após o Brasil aceitar realizar o pagamento de dois milhões de libras como indenização.

Assim que D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil, o primeiro grande desafio que surgiu – além da busca pelo reconhecimento internacional – foi redigir uma constituição para o país. A formulação dessa primeira constituição coube a Assembleia Constituinte que iniciou os trabalhos em maio de 1823. Depois de intensos debates, os deputados apresentaram um projeto de Constituição que limitava os poderes de D. Pedro I que se sentiu ameaçado. Então na madrugada de 12 de novembro de 1823, durante a Assembleia Constituinte, no Rio de Janeiro, Pedro I mandou o Exército invadir o plenário da Assembleia Constituinte, que não resistiu, não conseguindo evitar sua dissolução. Vários deputados foram presos e deportados – esse episódio ficou conhecido como Noite da Agonia. D. Pedro I tomou outra medida autoritária nomeou 10 pessoas de sua confiança para escrever uma nova constituição. Essa constituição ficou pronta e foi outorgada, ou seja, imposta por vontade do imperador, no dia 25 de março de 1824. Logo depois da Constituição de 1824 eclodiu a Confederação do Equador (em 1824), os envolvidos nessa revolta se contrapunham à Constituição e às medidas autoritárias de D. Pedro I. Essa revolta principiada em Recife teve como lideranças frei Caneca e Manoel de Carvalho Paes de Andrade. A Confederação do Equador tinha caráter separatista e defendia a formação de uma república.Outra revolta aconteceu na província da Cisplatina, em 1825, e acabou resultando em uma guerra. Essa região havia sido anexada de maneira definitiva pelo Brasil em 1816, ainda durante o Período Joanino. Em 1825, uma revolta eclodiu declarando a separação da Cisplatina do Brasil e sua anexação com as Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina). Isso fez com que o governo brasileiro declarasse guerra contra o governo de Buenos Aires, no conflito conhecido como Guerra da Cisplatina. Esse conflito estendeu-se até 1828 e foi extremamente desgastante para o Brasil, principalmente por questões econômicas. O fim da guerra foi mediado pela Inglaterra e resultou nos dois governos abrindo mão da região. Assim, a Cisplatina garantiu sua independência sob o nome de República Oriental do Uruguai. As grandes críticas que D. Pedro I sofria do “Partido Brasileiro” (grupo formado pelos nascidos no Brasil que apoiaram a independência) fizeram com ele ficasse mais próximo do “Partido Português” (portugueses que haviam sido contrários à independência). Isso acirrou os ânimos entre brasileiros e portugueses e levou a um evento conhecido como Noite das Garrafadas, quando brasileiros atacaram portugueses no Rio de Janeiro, em março de 1831. Sem o apoio popular e do exército, e acompanhando o acirramento dos ânimos entre portugueses e brasileiros, D. Pedro I viu-se obrigado a renunciar e, assim, abdicou do trono brasileiro em favor de seu filho, em 7 de abril de 1831. Com isso, foi iniciado um período de transição até Pedro de Alcântara ter a idade suficiente para assumir o governo  base no texto acima sobre o Primeiro Reinado elabore uma linha do tempo com as datas e os acontecimentos mais importantes desse período que estão em negrito no texto (reler o texto).

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